Sandra Loffreda
Olá, pessoas queridas!
Ainda ontem, um amigo me perguntou se eu tinha algum post com fotos de lugares que eu visitei. Não, não tenho. Daí que fiquei pensando e existe um lugar nesse mundo que é o meu paraíso. O lugar onde me sinto em paz, encontro meu equilíbrio e vejo o sentido da vida.
Então, resolvi fazer um post especial para que vocês conheçam o meu amor pela Vila de Paranapiacaba.


A Vila Ferroviária do Alto da Serra, a Vila Martin Smith ou Vila Nova surgiu como vila dos operários que trabalhavam na São Paulo Railway.

Ao mesmo tempo em que ampliavam-se as instalações da ferrovia, consolidava-se o povoado.
Apresenta certo ar inglês, com românticos chalés de madeira, cercas vivas,  ruas ladeadas de pinheiros e chorões. O padrão da casa definia  hierarquicamente a categoria do funcionário.

A Estação Ferroviária está localizada no centro do pátio de manobras e no alto de sua torre, exibe o relógio que os ingleses comentavam ser uma réplica do Big-Ben de Londres.

Gostaria de contar aqui todo o processo de ascensão e queda de Paranapiacaba, mas seria um post gigante, então, vamos ao que interessa (acho que tudo interessa, mas...).

Em 1987, o Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Turístico) decreta o Tombamento Histórico, abrangendo a área do núcleo urbano, os equipamentos ferroviários e a área natural ao redor da Vila.

Em 1999, Paranapiacaba foi incluída entre os cem monumentos mais importantes do mundo pela WMF (World Monuments Fund).

Em abril de 2000, tornou-se oficialmente um dos núcleos do programa de Reserva da Biosfera da Unesco.

Em setembro de 2001, a prefeitura de Santo André fechava a compra de Paranapiacaba.

Em abril de 2002, torna-se Patrimônio Histórico Federal.

Bom, além desses fatos históricos, Paranapiacaba é envolta em uma série de lendas que valem um post exclusivo.

Pena eu não conseguir passar aqui a sensação acolhedora da neblina caindo as 2 da tarde, o cheiro de umidade sobre a madeira e sobre o ferro dos vagões abandonados e o friozinho na barriga que sinto quando ouço o apito da Maria Fumaça.

video

 Além de tudo isso, Paranapiacaba ainda é fonte inesgotável de inspiração. 
Vou contar um segredo (nem é mais segredo por aqui): sou louca para morar lá!

Ah...estava esquecendo de uma coisa importante. Existe um trem turístico da Luz para Paranapiacaba. Você pode ver  aqui as datas e tarifas para o passeio.

Bejoconas estaladas!
5 Responses
  1. Bauru Says:

    Que legal, Sandra. Fiz uma postagem no meu blog de redações na qual peço para os alunos escreverem um texto em que apresentam uma localidade. Vou linkar seu post lá. Confesso que essa maria fumaça é arrepiante memso. Nas últimas férias, levei minha filha para um passeio de maria fumaça lá em Bauru. Acho que aproveitei muito mais que ela, mas isso não vem ao caso...rs. Grande abraço e que o restante de sua semana seja muito abençoado e cheio de alegrias.


  2. Ai que gostoso! Ainda não conheço lá e foi ótimo 'conhecer' através de você. Daqui pude sentir sim o cheirinho de umidade na madeira... Hmmmm...


  3. Geh*** Says:

    Olá miguxa!!!
    Deve ser um cidade realmente linda mesmo. Lembro-me da primeira vez que andei de trem, como fui feliz, quando existia um trem que cortava minha cidade, agora só ficou lembranças e abandono.

    b-jokas


  4. lilisinha Says:

    OI amadinha!
    Tu me fez lembrar minha infância, também morei em uma vila ferroviária, onde a maria fumaça apitava e eu e meus irmãos corríamos para ver aquela fumaça negra, abanávamos para o maquinista como como se quiséssemos desejar boa viagem.
    Amiga que bom recordar!!!
    Bjos carinhosos.


  5. An@ Says:

    Que nome de Vila engraçado Sandra! eh eh
    Gostei!

    Lindas fotos.
    Gostaria de conhecer certamente.

    Beijos


Postar um comentário